A teoria dos de fala de John Austin e a linguagem jurídica

8 minutos Fui convidado pela Profa. Dra. Clarice Assalim a dar uma palestra para alunos da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Embora tenha formação em Direito, área em que cheguei a me formar, minha atuação profissional sempre esteve ligada à linguística e, mais recentemente, à semiótica discursiva. Que contribuição eu, como estudioso da linguagem e do discurso, poderia dar a estudantes de Direito? Imediatamente me ocorreu falar para  eles sobre a linguagem em uso e me lembrei da Continue lendo

Morreu Edla van Steen

menos de 1 minuto É com profunda tristeza que recebo a notícia de que a escritora Edla van Steen morreu ontem em São Paulo, aos 82 anos, em decorrência de um infarto. Edla, que também era dramaturga e atriz, era viúva do crítico teatral Sábato Magaldi e exerceu um importante papel na divulgação da literatura brasileira no exterior. Seu conto Intimidade consta do livro Os cem melhores contos brasileiros do século, organizado por Italo Moriconi. Escrevi, neste blogue, um post sobre esse conto, para Continue lendo

Nesciência ou ignorância?

3 minutos Na semana passada, postei em minha página no Facebook texto em que discuto o sentido das palavras nesciência e ignorância. No artigo mostro que a diferença está diretamente ligada à modalidade epistêmica do dever saber, entre o obrigatório e o não obrigatório. Como várias pessoas me pediram autorização para reproduzir o artigo, optei por colocá-lo no blogue, na medida que este espaço não tem a efemeridade da linha do tempo da rede social. Segue então o post como apareceu no Facebook em Continue lendo

O barril de amontillado, de Edgar Allan Poe

5 minutos Neste post falo de um conto do mestre Edgar Allan Poe. Um clássico dos clássicos: O barril de amontillado (The Cask of Amontillado), publicado pela primeira vez no Godeys’s Lady’s Book, em outubro de 1846, e classifica-se como um conto de terror. Começo por um resumo da história. São duas as personagens, Montresor, o narrador, e Fortunato. O tema do conto é dado nas primeiras linhas: a vingança, uma paixão complexa de liquidação de falta: “… jurei vingar-me” . Aspectualmente, a vingança Continue lendo

Trabalhei feito um mouro ou moura?

4 minutos Escrevi este artigo há um ano em resposta a uma pergunta feita pela querida amiga Silvia Souza, companheira nos bancos das Arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Diz Silvia que sua mãe também usava a expressão “trabalhei feito um mouro” e pergunta se não seria “trabalhei feito uma moura”. Já tratei desse assunto num post anterior e convido os leitores a darem uma olhada em Queridxs amigxs. Sei que  vou mexer num vespeiro, correndo o risco de me acusarem de preconceituoso. Continue lendo