Final supreendente

Final supreendente

2 minutos Embora muitos leitores esperam que um conto apresente um final que surpreenda, necessariamente um ótimo conto não precisa ter sequer um desfecho. Quem curte contos com finais inesperados, vai se deliciar com Três histórias, de John Cheever, publicado pela Companhia das Letras, no livro 28 contos de John Cheever, com tradução de Daniel Galera. Como adianta o título, não se trata propriamente de um conto, mas de três contos diferentes. A história que tem o final mais surpreendente, é a terceira. A Leia mais

Linguagem, língua e fala

Linguagem, língua e fala

7 minutos Embora popularmente muitas pessoas utilizem as palavras linguagem, língua e fala para designar uma mesma realidade. Esses conceitos, porém, não devem ser confundidos, já que revelam aspectos diferentes de um processo amplo, que é o da comunicação humana. Não é tarefa fácil definir o que é linguagem. Julia Kristeva, em seu livro História da linguagem, afirma que cada época ou cada civilização, em conformidade com o conjunto de seu saber, de suas crenças, de sua ideologia, tem um conceito diferente de linguagem e Leia mais

Na aula de português

Na aula de português

menos de 1 minuto Costuma-se comentar, nas aulas de português, que, em certas variedades do português brasileiro, observa-se a supressão de sílaba no interior de certas palavras proparoxítonas. Normalmente são dados como exemplos: xicra (xícara); abobra (abóbora); chacra (chácara); cubico (cubículo). Adoro usar como exemplo uma frase que aparece em Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus. Diz a narradora: “Disse-me que tomou só ingeção contra o teto.” Não é um primor? Muita gente, “professores” de português, inclusive, debocha Leia mais

Tentando ler A letra escarlate

Tentando ler A letra escarlate

No artigo, comento a linguagem usada numa tradução para o português do livro “A letra escarlate”, de Nathaniel Hawthorne, que tornar a leitura do livro praticamente impossível para um estudande brasileiro.

Lazarilho e o vendedor de bulas

Lazarilho e o vendedor de bulas

4 minutos Em Lazarilho Tormes, obra anônima do séc. XVI, o menino Lázaro sofre nas mãos de seus amos. Atenho-me a um episódio que ele presenciou quando servia o quinto amo. Depois de servir um cego, um clérigo, um escudeiro e um frade, Lazarilho vai servir um buleiro. Um buleiro era um funcionário eclesiástico – podia ser um padre – que levava ao público decretos ou bulas do Papa pelos quais os fiéis que contribuíssem para um determinada causa da Igreja (a cruzada contra Leia mais