Passando o texto a limpo

Passando o texto a limpo

1 minuto No processo de escrever textos, normalmente faço minhas anotações em um caderninho usando lápis e borracha e vou rascunhando o texto. Na hora de dar a redação definitiva, uso o computador. Meu processador de texto, há séculos, é o Word. A versão que tenho (16.101 para IOS) contém o tal de Copilot, que vai sublinhando erros e sugerindo a correção. Para isso, ele é bastante útil, pois pega os cochilos de redação. Tenho notado que, não raras vezes, ele sublinha uma palavra Leia mais→

A imaginação educada

A imaginação educada

2 minutos No começo dos anos 1970, no curso de Letras da USP, os professores pediam que lêssemos a Anatomia da crítica, de Northop Frye. Não o livro inteiro, é claro, pois essa obra é um calhamaço de 584 páginas. Líamos e discutíamos trechos dos quatro ensaios da obra. Não sei se ainda nas faculdades de Letras pedem a leitura de Frye. Tenho cá meu volume do Anatomia da Crítica, numa edição da É Realizações, em traduçxão para o português de Marcus de Martini. Leia mais→

Final supreendente

Final supreendente

2 minutos Embora muitos leitores esperam que um conto apresente um final que surpreenda, necessariamente um ótimo conto não precisa ter sequer um desfecho. Quem curte contos com finais inesperados, vai se deliciar com Três histórias, de John Cheever, publicado pela Companhia das Letras, no livro 28 contos de John Cheever, com tradução de Daniel Galera. Como adianta o título, não se trata propriamente de um conto, mas de três contos diferentes. A história que tem o final mais surpreendente, é a terceira. A Leia mais→

Linguagem, língua e fala

Linguagem, língua e fala

7 minutos Embora popularmente muitas pessoas utilizem as palavras linguagem, língua e fala para designar uma mesma realidade. Esses conceitos, porém, não devem ser confundidos, já que revelam aspectos diferentes de um processo amplo, que é o da comunicação humana. Não é tarefa fácil definir o que é linguagem. Julia Kristeva, em seu livro História da linguagem, afirma que cada época ou cada civilização, em conformidade com o conjunto de seu saber, de suas crenças, de sua ideologia, tem um conceito diferente de linguagem e Leia mais→

Na aula de português

Na aula de português

menos de 1 minuto Costuma-se comentar, nas aulas de português, que, em certas variedades do português brasileiro, observa-se a supressão de sílaba no interior de certas palavras proparoxítonas. Normalmente são dados como exemplos: xicra (xícara); abobra (abóbora); chacra (chácara); cubico (cubículo). Adoro usar como exemplo uma frase que aparece em Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus. Diz a narradora: “Disse-me que tomou só ingeção contra o teto.” Não é um primor? Muita gente, “professores” de português, inclusive, debocha Leia mais→